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RASTRO-SILHUETA
mi cuerpo y Ana Mendieta

Essa é uma brincadeira de chão

Inspirade por Ana Mendieta, em especial na sua série Silhuetas, dispus meu corpo no chão do jardim gramado, imóvel, durante 15 minutos, de olhos fechados. Esse tempo meditativo foi rechado de demandas corporais em contradição com a intenção de permanecer imóvel. Após esse tempo, a grama havia-se modelado na silhueta do meu corpo.

 

Eu sentia o chão e ele me sentia, havia afundado um pouco. Um rastro tátil e de restos de grama dominava a minha pele e minhas roupas. Olhava o chão e via também o rastro do meu próprio corpo nele.

Com o corpo sensível captando vibrações, preenchi essa silhueta com as coisas que sentia. No meu ventre, pedras e mais pedras que eu trouxe da região árida da pré-cordilheira andina. O peito feito de folhas de rosas, cujos cabos formam uma encruzilhada X no plexo solar. Cabeça e braços feitos de pétalas de rosa rosa. Os ílios do quadril de folhas de boldo. Um pauceta de jasmim estrela. As pernas de lenços azuis, antigos, nem sei de quem, e muito muito flexíveis.

EXTRAVIOS CARTOGRÁFICOS

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